PEAMA dá vez aos esportes náuticos


10 de junho de 2011 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Esportes



Mariana e Sérgio participam das aulas no Parque da Cidade. (Murilo Borçal)

Se há um grupo que tem aproveitado os ventos de outono para praticar atividades esportivas, é o formado por 14 alunos do Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (PEAMA), que, todas as quartas-feiras, seguem pelas águas da represa da DAE, localizada dentro do Parque da Cidade, onde ocorrem as aulas de canoagem e vela.

Pontualmente às 13 horas, todos já estão vestidos com os seus coletes salva-vidas e dentro das embarcações. A partir daí, a aula está iniciada e não costuma terminar antes das 17 horas. Outro fator indispensável para o desenvolvimento seguro das atividades é a presença dos professores César Munir e Denise Silva, que navegam ao lado dos alunos nesses momentos de vivências náuticas e aprendizado efetivo. “O projeto teve início no ano de 2009 para que os alunos pudessem experimentar as habilidades dos esportes. Já em 2010, as aulas foram abertas para os interessados, dando a eles a oportunidade de praticar duas novas modalidades esportivas do PEAMA”, destacou César.

Segundo ele, hoje, os esportes náuticos são praticadas por alunos de diferentes idades, que, apesar do caráter não competitivo, demonstram plena dedicação às aulas. “A idade dos alunos varia de 16 até 40 e poucos anos. Eles surpreendem as pessoas que antes não imaginam ser possível que as atividades se adaptassem às limitações de cada um deles”.

Antes de se aventurar nas diferentes posições dos ventos, como quaisquer velejadores que se prezem, os próprios alunos executam a montagem dos barcos. “Pelo fato das aulas não terem fins competitivos, seguimos uma sequência didática que vai desde o básico até as manobras. Já as orientações dadas são específicas de acordo com o tipo de deficiência”, explicou Denise. “Hoje, alguns alunos já conseguem conduzir os barcos sozinhos”.

Tamanha dedicação tanto por parte dos alunos como dos professores rendeu ao PEAMA um investimento no valor de R$ 60 mil destinado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro. “Foram selecionados projetos com base em critérios como relevância e amplitude. O PEAMA foi a única instituição que inscreveu modalidades náuticas“, declarou César.

Segundo os professores, para praticar as modalidades de canoagem e vela, o único requisito é ter noções básicas de natação, uma das 14 modalidades esportivas oferecidas pelo Programa. Atualmente, o PEAMA tem 230 alunos matriculados.

Quem se aventura pelas águas – Os alunos Mariana Harano e Sérgio Hoffman formam o grupo do PEAMA que participa das atividades de vivências náuticas. Com tempos diferentes de prática esportiva, eles sabem como ninguém descrever os benefícios dos esportes.

No caso de Mariana, a opção pelas modalidades se deu, principalmente, pela oportunidade de estar próxima à natureza. Após dois anos de aulas, ela afirma que os benefícios foram além dos esperados. “A paisagem me traz muito tranquilidade e isso colabora para que o meu dia-a-dia seja melhor em todos os sentidos”, disse a aluna.

Neste ano, Sérgio, que já era aluno de outras atividades esportivas do PEAMA, passou a participar as aulas de canoagem e velas. Os resultados possibilitaram a diminuição da frequência das sessões de fisioterapia, indicadas após o diagnóstico da polineuropatia – disfunção simultânea de muitos nervos periféricos em todo o corpo. “O próprio médico recomendou que eu seguisse com as aulas por causa da melhora na minha saúde”, disse Sérgio, que, mesmo com os bons resultados, não falta a uma aula sequer, provando assim que navegar sempre é preciso.


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Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Jundiaí.

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