A tireoide


26 de junho de 2011 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Saúde em Dia



Efeito borboleta: alterações na tireoide podem causar sérios problemas de saúde. (Divulgação)

A tireoide é uma importante glândula do nosso organismo. Localizada na parte anterior do pescoço, é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) que trabalham regulando o crescimento, a digestão e o metabolismo.

Atualmente é comprovado que 10% das mulheres acima de 40 anos e cerca de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireoide. Resultados de pesquisas recentes alertam que 1 em cada 5 mulheres que iniciam terapia de reposição hormonal possuem problemas na tireoide. Vale ressaltar também que todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula.

Quando a glândula não trabalha adequadamente, ela pode liberar  hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

O hipertireoidismo é caracterizado pelo aumento da secreção de hormônios da tireoide, o que pode ocorrer devido a vários motivos. O desenvolvimento de uma doença auto-imune onde o próprio corpo produz anticorpos que “atacam” o órgão, ou ainda tumores na própria  glândula tireoide, inflamações decorrentes de uma infecção viral, ou até mesmo a ingestão de altas quantidades de hormônio tireoideo e a ingestão excessiva de iodo. Iodo que pode ser encontrado em expectorantes e medicamentos como a amiodarona, utilizada no tratamento de arritmias cardíacas.

São sintomas do hipertireoidismo: taquicardia, perda de apetite, perda de peso importante, nervosismo, ansiedade e inquietação, intolerância ao calor, sudorese aumentada, fadiga e cãibras musculares, evacuações frequentes, irregularidades menstruais, queda de cabelo, fraqueza, sede excessiva, dentre outros.

Exames podem ser utilizados para diagnóstico do hipertireoidismo, como por exemplo a dosagem do TSH (hormônio estimulante da tireoide), que por sua vez controla a produção dos hormônios T3 e T4. Na dosagem de T3 livre e T4 livre (hormônios tireoidianos ativos), valores acima dos normais indicam desenvolvimento de hipertireoidismo. Essa doença pode ser tratada com medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia, tudo depende da causa e da gravidade dos sintomas.

Já o hipotireoidismo promove uma deficiência de hormônios da tiróide que pode afetar o funcionamento de todo o corpo, causando uma lentidão tanto mental quanto física. O hipotireoidismo pode se desenvolver através de uma doença auto imune denominada doença de Hashimoto, retirada cirúrgica da tireoide para tratar hipertireoidismo ou tumor, inflamação da tireoide e deficiência de iodo (substância importante para a produção dos hormônios tireoidianos) também são causas comuns no desenvolvimento do hipotireoidismo. Essa doença pode apresentar desde um quadro de depressão até uma forma mais severa chamada mixedema, onde podemos encontrar inchaço no corpo inteiro.

Os principais sintomas do hipotireoidismo são: fraqueza e cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, ganho de peso, depressão, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças, enfraquecimento do cabelo, palidez, pele ressecada e espessada, inchaço de mãos, pés e face, diminuição do paladar e olfato, rouquidão, menstruação irregular, dentre outros.

O diagnóstico preciso também é realizado através de exames laboratoriais onde é dosado o TSH, apresentando concentração elevada desse hormônio e dosagem de T3 e T4 livres, podendo a sua concentração estar normal (em casos assintomáticos ou brandos) ou diminuídos. O tratamento é realizado através da reposição do hormônio da tireoide com a ajuda de medicamentos específicos, e deverá ser realizado por toda a vida, pois mesmo quando os sintomas desaparecem, podem ocorrer recaídas se houver a interrupção.

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