Literatura: Autores


28 de julho de 2011 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Nerds falam sobre...



Um bom nerd que se preze, ou pelo menos 90% deles, tem autores favoritos e coleções de livros nas prateleiras do quarto. Como a lista de escritores favoritos é grande, tentei ao máximo excluir os mais conhecidos e falar de dois que sempre me surpreenderam pela narrativa e o formato de história. Um aviso aos navegantes é que J.R.R. Tolkien, e sua saga Senhor dos Anéis, estará de fora desta vez, por ser épico demais para os registros.

Aclamados por poucos, estrangulado por muitos e alguns gostam de seus livros. Este é Dan Brown, autor mais conhecido por “O Código Da Vinci”, polêmico livro de 2003 que se tornou filme e foi barrado pela igreja católica por ofender certos princípios. Antes de toda fama, Dan Brown já tinha escrito três livros: Fortaleza Digital, Anjos e Demônios (que também virou filme) e Ponto de Impacto, que para mim são os melhores de sua carreira, e em 2009 lançou O Símbolo Perdido. Dan apresentou em Anjos e Demônios – aproveitando o mesmo personagem em Código da Vinci e Símbolo Perdido -, seu herói principal: Robert Langdon, um fantástico simbologista formado, que se vê envolvido em meio a tanto mistério com obras sagradas ao público, como o Vaticano ou a Mona Lisa. Mas é em Fortaleza Digital e Ponto de Impacto, que Dan surpreende.

Ambos os livros são histórias separadas, sem ligação nenhuma, e ainda sim conseguem ter mais surpresas que os ‘irmãos’ mais conhecidos. Destaque para a conspiração do governo americano em Ponto de Impacto a respeito de uma descoberta científica pela NASA. Seu estilo de narração é simples: jogue o leitor para a ação frenética e, aos poucos, vá entregando a história. Ponto para Dan Brown com seus livros menos conhecidos e melhores.

Outro autor que tem uma maneira simples e bem direta de escrever é Isaac Asimov. Russo, Asimov se naturalizou americano e até hoje é um ídolo nos dois países com seu formato de suspense-programado em boa parte dos livros. Quem é apaixonado por ficção científica, ou por histórias espaciais, deve saber do que estou falando, mas quem ainda não é, corra porque se perde muita coisa. Asimov é bem conhecido por ser o autor original dos contos “O Homem Bicentenário” e “Eu, Robô”, transformados em filmes também, além da trilogia fantástica “Fundação”.

Sua paixão por ciência, aviação, planetas e matemática, o levou até o fim do universo criado para suas histórias. Ele era tão apaixonado por isso que antes de morrer, revisou cada livro para unificar ainda mais seu mundo de fantasias e dar uma ‘sequencia’ às histórias. Uma coletânea que eu sou apaixonado é “Nós, Robôs”, um livro único no qual se reúne cerca de 20 contos sobre robôs e como eles funcionam na sociedade que Asimov criou. Robôs falam, se comunicam, transportam e têm sentimentos durante cada capítulo, contando uma história própria em especial.

A Trilogia Fundação é a mais respeitosa obra de Asimov. Nos volumes, ele constrói uma atmosfera de tensão e suspense com a teoria que o Grande Império Galáctico está se consumindo e será extinto em pouco tempo, restando a humanidade ser enterrada por 30 mil anos ou ela aprender com seu principal herói: Hari Seldon, e se levantar daqui apenas mil. Dezenas de personagens são apresentados, gerações passam e chegamos a uma conclusão épica que responde a todas as perguntas do livro: como funciona a Fundação?

Por hoje, eu encerro a transmissão. Nos vemos na próxima semana, neste mesmo bat-local.

Mata Ashita! (Até mais!)

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