500 Dias com Ela


30 de junho de 2011 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Nerds falam sobre...



Fiquei pensando no que faltava nesta coluna de nerds para nerds, e resolvi escrever sobre um filme totalmente inocente, mas completamente focado na vida de um nerd. Bem, quase isso já que ele tem uma vida social e, mesmo não tendo tantas referências, muitos já se sentiram assim. Antes de mais nada, preciso avisar aos perdidos que 500 Dias com Ela (500 Days of Summer) não é o típico filme de um jovem casal em busca da felicidade e amor eterno.

Bom, em partes sim, mas a história é sobre o período que Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) vive junto a Summer Finn (Zooey Deschanel) e os dramas e amores que encontram com o relacionamento, contado de uma forma não-linear e de muito bom gosto pelo diretor Marc Webb (Homem Aranha 4). Tom trabalha em uma empresa de cartões como escritor e Summer é a nova assistente de seu chefe. Após uma noite de festa com amigos, Tom deixa claro que está apaixonado por Summer, mesmo sem saber o que ela pensa dessa história. Quando finalmente ele resolve tomar a iniciativa, se ve envolvido em uma vida de mais inspiração, mais felicidade e uma desconfiança de que talvez ela não goste dele, típico do início de namoros.

Após a primeira briga do casal, Tom volta para sua casa arrasado e seu amigo McKenzie (Geoffrey Arend) sem saber o que fazer, resolve apelar e liga para a irmã mais nova de Tom, Rachel, e aqui entra uma das participações mais divertidas do filme: Chloë Moretz. Ver uma menina de 12 anos dar conselhos amorosos para um ‘velho’ Tom é uma das partes mais engraçadas do filme. Summer por sua vez, encontrou um homem a quem possa compartilhar a vida, porém não parece muito feliz com a escolha. Palmas para a atuação brilhante de Zooey, com sua cara de poucos amigos e desinteressada por tudo, que mesmo feliz não exibe um sorriso, sendo enigmática. Sua personagem é insegura, leva a vida como quer, sem deixar espaço para mais uma pessoa, até mesmo para Tom.

Diante de uma direção precisa, os atores estão totalmente a vontade no filme, que realmente sofrem com os desesperos do amor. Aliás, o filme não é sobre o sentimento em si, mas sim sobre as pessoas que passam por ele e, ou o agarram ou o deixam de lado, cada um com uma visão diferente. Quando o for assistir, esqueça dos velhos contos de amor, esse filme é muito mais humano e realista, fazendo com que o púbico se identifique com cada personagem, cada cena. E no final, desejamos um “felizes para sempre” sem precisar de um casamento para afirmar isso.

Por hoje, eu encerro a transmissão. Nos vemos na próxima semana, neste mesmo bat-local.

Mata Ashita! (Até mais!)

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